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terça-feira, 5 de junho de 2012

Rock in Rio 2012 – 2 de Junho

Bryan Adams, juntamente com Stevie Wonder, era um dos nomes mais aguardados
do quarto dia do Rock in Rio

 O quarto dia do Rock in Rio Lisboa ficou marcado por uma mescla de estilos musicais, desde o pop dos The Gift, passando pelo rock de Bryan Adams e pelo soul de Joss Stone e Stevie Wonder.

The Gift abriram a noite
Os portugueses foram os primeiros a subir ao palco, marcando o regresso de Sónia Tavares após ter sido mãe. Com vestimentas multicoloridas, que relembram a capa do seu álbum de 2011 “Explode”, premiado pelo site Art Vinyl como uma das melhores capas de 2011, iniciaram a atuação com Driving You Slow, prometendo desde logo um concerto de greatest hits. E assim foi, ao qual não faltou Ok! Do You Want Something Simple?, a portuguesa Fácil de Entender, bem como o seu mais recente Primavera, já um hit das rádios nacionais. Music terminou o concerto que permitia já antever uma noite de grandes atuações.

Joss Stone foi mais uma dos artistas a fazer alusão ao slide
que, pelos vistos, fez tanto sucesso entre os fãs como pelos seus ídolos
Seguiu-se the one and only Joss Stone que iniciou o seu concerto com um poderoso grito, invadindo o público com a sua boa disposição. A “menina dos pés descalços” atuou durante cerca de uma hora, durante a qual houve tempo para improviso, algumas chávenas de chá e ainda um excelente cover da canção popularizada pelos Florence and The Machine You Got The Love, com um estilo muito mais soul e gossip que a versão de Florence Welch. Obviamente que não faltaram as suas músicas mais populares, como Super Dupper Love, You Had Me, terminando com um estrondoso final com a apresentação de Right To Be Wrong. A simpatia e descontração, aliados a uma poderosíssima voz foram sem dúvida os ingredientes para perfeitos para o sucesso deste concerto.

Após viver parte da sua juventude em Portugal,
 Bryan Adams ainda se lembrava um pouco do português,
terminando com “muitos beijinhos”
com sotaque para os seus fãs.
O primeiro dos dois cabeça-de-cartazes da noite subiu ao palco às 22.10h, aguardado por uma imensa multidão de fãs. Bryan Adams percorreu todo o seu reportório, proporcionando uma inesquecível viagem no tempo. Summer of 69 foi um dos inúmeros clássicos que passou pelo Palco Mundo, levando os fãs ao delírio. Há que destacar o momento da apresentação de When You´re Gone, que na versão original contava com a participação da ex-Spice Girl Mel C. Necessitando de uma segunda voz, Bryan Adams pediu ao público a sua colaboração chamando ao palco um fã. Apesar dos seus 52 anos e destes já se começarem a notar a nível físico, o canadiano ainda conseguiu colocar várias jovens a chamar por si. Subiu ao palco a cantora Vanessa Silva, gerando algum debate sobre a arbitrariedade da escolha. Porém, Shout prefere acreditar na magia do espetáculo e que tudo não passou de pura coincidência. Para terminar da melhor forma, Bryan Adams, sozinho em palco, apresentou versões acústicas de um dos seus primeiros clássicos Straight From the Heart e da banda sonora do filme “Os Três Mosqueteiros” All For Love, tendo pedido às 69 mil pessoas que estavam presentes que acendessem os seus telemóveis, proporcionando um momento único.

Stevie Wonder conseguiu criar uma empatia única
com os portugueses que com certeza tao cedo nao o esquecerao
Para finalizar a noite só faltava mesmo uma lenda viva: o rei do soul Stevie Wonder. Esta oitava maravilha do mundo voltou a Portugal após uma atuação única há cerca de duas décadas. Stevie Wonder é um daqueles concertos que só mesmo vivenciando se percebe a sua grandeza. Uma energia e alegria única caracterizam este artista, transformando o seu concerto numa verdadeira festa, sendo impossível não ser arrastado pelo ritmo. Isn´t She Lovely, I Just Call To Say I Love You e Superstition não faltaram, tendo ainda havido tempo para um incrível cover do falecido rei da pop, Michael Jackson (veja o vídeo seguinte), ao qual Stevie Wonder referiu como sendo indispensável num concerto. Igualmente, ainda houve tempo para uma rápida passagem pelos The Doors, com Hello, I Love You, bem como do clássico de Vinicius de Moraes Garota de Ipanema e Você Abusou. Love foi sem dúvida a palavra de ordem, tendo o rei do soul afirmado inúmeras vezes “I love you! Do you love me?.


Mais uma grande noite proporcionada pelo Rock in Rio que estava a um dia de terminar a sua 5ª edição em Lisboa.


Cumprimentos,
Shout

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rock in Rio 2012 – 1 de Junho

Lenny Kravitz foi o cabeça de cartaz do 3º dia do Rock in Rio Lisboa,
assumindo essa responsabilidade na perfeiçao

O segundo fim-de-semana do já considerado maior festival do mundo juntou bandas e artistas dos dois lados do Atlântico.

New Max e Demo, com grande entusiasmo, admituram
em pleno concerto que a presença no Rock in Rio era um dos
momentos mais altos da sua carreira, iniciada em 1999
Os Expensive Soul, primeiros portugueses a pisar o Palco Mundo na 5ª edição do Rock in Rio Lisboa, abriram a noite. O entusiasmo de New Max e Demo era evidente imediatamente desde o início do concerto e a energia que os caracteriza não tardou a aparecer.  Há que destacar o momento da atuação de O Amor é Mágico, momento também de homenagem aos representantes de Portugal nos próximos Jogos Olímpicos em Londres,
demonstrando que os portugueses não poderiam estar melhor representados quer nos míticos Jogos, quer no Rock in Rio.
Ivete Sangalo até esta ediçao nunca falhou um Rock in Rio Lisboa,
tendo afirmado aos seus fas durante o concerto que já considerava
Portugal a sua casa
A eles seguiu-se a poderosa Ivete Sangalo, presença assídua do Rock in Rio Lisboa. Como já seria de esperar pôs todo o público a sambar, percorrendo todo o seu reportório, sem esquecer os grandes clássicos da Banda Eva. Não faltou o medley Eva/Alo Paixão/ Beleza Rara, terminando com Areré. No entanto, o momento mais inesquecível foi protagonizado por uma Ivete sentada ao piano a cantar o seu cover de Easy, canção popularizada pelos Faith No More, durante o qual os vários telemóveis dos fãs se acenderam, originando um verdadeiro oceano de pirilampos. Um momento mais light numa atuação cheia de power.

De acordo com a Blitz, mais de 50 % dos espetadores desta
noite vieram para assistir ao concerto dos Maroon 5
Maroon 5, um dos nomes mais aguardados da noite, subiram ao palco às 22 horas. Esta foi a estreia de Adam Levine e da sua banda em Portugal e não poderia ter corrido de melhor forma. Tal como prometido numa entrevista anterior, os californianos centraram-se sobretudo no seu material mais antigo e conhecido. This Love, Harder To Breathe, Makes Me Wonder, Misery e Moves Like Jagger não faltaram. Do seu mais recente álbum apenas apresentaram a também já conhecida Payphone, como abertura do concerto. O final foi simplesmente incrível com uma versão acústica de She Will Be Loved, cantada com ajuda do público e que incluiu comentários de Adam referente aos corajosos que se arriscaram ao slide (uma das diversões mais concorridas do festival) durante a sua atuação. Citando “That looks scary as shit! Ok, he survived, good.” Sem dúvida um dos melhores concertos do festival.

Só um grande nome se poderia seguir aos Maroon 5 e terminar em grande esta noite e, assim, o excelentíssimo senhor Lenny Kravitz subiu ao Palco Mundo. Após um grandioso concerto em 2008 (salvando a noite após o fracasso da falecida Amy Winehouse), o nova-iorquino presenteou-nos com mais uma grande atuação. É necessário referir que o alinhamento não foi o mais correspondido pelo público, faltando clássicos como I´ll Be Waiting, I Belong To You ou Dig In, além da aposta em algum do novo material retirado do seu mais recente álbum Black and White America, lançado no ano passado. Porém, ainda se ouviram alguns clássicos que levaram o público ao rubro, como American Woman e Fly Away. Imediatamente após a atuação desta última começam-se a ouvir os inconfundíveis acordes de Are You Gonna Go My Way (veja o seguinte vídeo, pedimos desde já desculpa pela qualidade do som), que contou com uma grande prestação da qual a guitarra foi a protagonista. Este concerto de cerca de hora e meia teve ainda direito a um encore, com um Lenny Kravitz de olhos despidos e que surpreenderia o público como só a relação única deste com o público o poderia fazer: abandonando o palco, dirigiu-se aos seus fãs, passou a barreiras metálicas que os separavam e foi cantar mesmo no meio, à altura dos fãs, sendo imediatamente rodeado por estes, não poupando os abraços. Sem dúvida um dos momentos da noite que apenas o grande Lenny Kravitz poderia proporcionar.

O terceiro dia do Rock in Rio Lisboa 2012 acabou por se caracterizar por grandes nomes acompanhado de grandes atuações que ultrapassaram largamente a qualidade do fim-de-semana anterior.



Cumprimentos,

Shout

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rock in Rio 2012 – 26 de Maio

Linkin Park foram os  mais esperados da noite

O segundo dia do Rock in Rio foi um verdadeiro hino ao rock dos anos 90-00, que marcou uma geração que cresceu ao ouvir Limp Bizkit, The Offspring, Linkin Park e The Smashing Pumpkins.

Fred Durst surpreendeu todo o público pela sua postura
afável, aproximando-se do público para com ele  cantar
A noite começou em grande com os Limp Bizkit que apresentaram as suas músicas mais conhecidas, na sua maioria do álbum “Chocolate Starfish and the Hot Dog”, de 2000. Durante da hora que durou o concerto, ainda houve tempo de cantar In the End, dos Linkin Park e Why dont You Get a Job, dos Offspring. O curto concerto, que contou apenas com dez músicas, sendo apenas uma do seu mais recente álbum editado em 2011, terminaria em grande com o clássico Rollin.

The Offspring era um dos concertos mais esperados da
noite
The Offspring foi a banda que se seguiu. Apesar dos 46 anos de Dexter Holland já se fazerem notar, foi um concerto que muito entusiasmou o público português, há que destacar que era um dos mais esperados da noite. Não faltaram os grandes hinos dos anos 90, como Come Out and Play, Pretty Fly e Why Don´t You Get a Job. Foi uma verdadeira surpresa a atuação de Kristy, Are You Doing Alright?, uma música que demonstra o amadurecimento dos Offspring, do álbum “Rise and Fall”, de 2008. Mais um grande concerto que terminou com um mini-encore, com a apresentação de um dos seus primeiros sucessos, imediatamente reconhecido pelo público pelo seu “lalalalala” inicial, Self Esteem.

A noite já ia longa, o Parque da Bela Vista cheíssimo de fãs vestidos a rigor, quando subiu ao palco o nome mais esperado: os Linkin Park. Shout admite que foi o melhor concerto da noite, surpreendendo, por um lado, pela apresentação das músicas que todos desejavamos, como Somewhere I Belong, Numb, Breaking the Habbit, What I´ve Done, Leave It All The Rest, Crawling, In the End. Por outro lado, a empatia com o público foi simplesmente incrível, tendo Chester e Mike se dirigido, em momentos distintos, para o corredor que entrava pelos espectadores adentro, cantando com eles e recebendo um cachecol do Porto que lhe valeu alguns assobios. No final, Chester ainda atirou a sua camisa negra, incrivelmente suada após hora e meia de concerto, para o público. Além disto há que destacar a apresentação de algumas faixas do novo álbum “Living Things”, que será lançado no próximo mês de Junho e que se mostra mais próximo dos dois primeiros álbuns que tantos fãs apreciaram. O concerto terminaria com Bleed It Out, de 2008. (veja o seguinte video, um excerto da actuaçao In the End)


A encerrar o segundo dia de Rock in Rio, só faltavam mesmo a banda de Billy Corgan, The Smashing Pumpkins. Foi uma verdadeira surpresa que esta banda icónica regressasse aos grandes êxitos dos álbuns “Siamese Dream” e “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, após uma recente declaração de Billy, único sobrevivente da formação original dos Smashing, em que afirmou a preferência do seu novo material em detrimento dos grandes clássicos. Neste sentido o concerto começara em grande com a apresentação imediata de Zero, Bullet with Butterfly Wings e Today. Também passaria pela Bela Vista Tonight, Tonight e 1979. O que originou algumas críticas pelo público foi a excessiva apresentação do novo material que faz parte do álbum “Oceania” que sairá a 19 de Junho. Porém, por muitas críticas que se façam não se poderá negar que as maiores canções que todos desejávamos ouvir foram tocada sob a voz única de Billy Corgan.
The Smashing Pumkins eram o  segundo cabeça-de-cartaz
da noite, encerrando-a com gtandes clássicos

Foi uma noite de rock inesquecível, ultrapassando em larga escala o primeiro dia e antecipando mais um fim-de-semana que se espera grande, com participações únicas de Maroon 5, Stevie Wonder e Bruce Springsteen que no caso do primeiro se estreiam em Portugal, e no segundo e terceiro que regressa finalmente a Portugal ao fim de duas décadas, para dois concertos há muito esperados, entre outros grandes nomes da música nacional e internacional.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Rock in Rio 2012 – 25 de Maio

O festival arrancou este fim-de-semana com o dia do metal, encabeçado
por um dos Big 4, Metallica

Começou este fim-de-semana mais uma edição do maior festival do mundo, este ano em Lisboa, o Rock in Rio. Shout esteve lá e conta-lhe todos os pormenores.

O festival começou na passada sexta-feira, dia 25 de Maio, com o dia mais pesado, contando com a presença de Sepultura e Les Tambours du Bronx, Mastodon, Evanescence e, como cabeça de cartaz, Metallica.
Metallica nao desiludiram o público portugues que aguardava
por este reencontro desde 2008

Há que destacar o concerto do Metallica que foi um verdadeiro tributo ao seu mais conhecido álbum “Metallica”, também conhecido por “Black Album”, de 1991. Assim, não faltaram os seus temas de maior sucesso, como Nothing Else Matters, The Unforgiven e Enter Sandman, que terminou a primeira parte do concerto, à qual se seguiu, como não poderia deixar de ser, o encore.


Foi sem dúvida o concerto da noite, terminando com James Hetfield a correr com a bandeira portuguesa às costas e a distribuir inúmeras palhetas entre os fãs, e com o baterista Lars Ulrich a cuspir cerveja para cima dos mesmos. Shout gostaria de destacar o momento de Nothing Else Matters, durante a qual o público se iluminou com a camaras fotográficas e telemóveis, a registar o momento. Enter Sandman foi, sem dúvida, outro grande momento do concerto, acompanhado de labaredas e fogo-de-artifício que saía das extremidades do palco (veja o vídeo que se segue e pedimos desde já desculpa pela fraca qualidade da gravaçao). O palco, ligeiramente diferente do do dia que se seguiu, tinha um anel que permitia a aproximação ao público, que os vários membros não deixaram de utilizar e ao qual James Hetfield, vocalista, definiu, e passamos a citar, “It feelsgood in here,  it smells worst, but it feels good”.
Quanto aos restantes concertos do dia do metal, os Sepultura, que abriram a noite, fizeram-se acompanhar dos franceses Les Tambours Du Bronx, banda de música industrial. Foi uma mistura interessante, visto que os dois tipos de som acabavam por se complementar. Por sua vez, os Mastodon, começando minutos antes do previsto também não desapontaram o público português ao apresentarem várias faixas do seu mais recente álbum “The Hunter”, cujo título serve de homenagem ao irmão do guitarrista Brent Hinds, que faleceu em 2010 vítima de ataque cardíaco enquanto caçava. Foi um concerto que, ainda dentro do registo do metal, se aproximou mais do rock, sendo esta uma das características do seu mais recente álbum, sobretudo quando comparado com os brasileiros Sepultura que se pode admitir como os mais pesados da noite.

Mastodon foram a segunda actuaçao da noite
Aos Mastodon, seguiram-se os Evanescence que, apesar da impecável voz de Amy Lee, desapontaram um pouco, na opiniao de Shout, pelo facto de não apresentarem os seus temas mais conhecidos. Na verdade, apenas dois foram apresentados durante a hora que durou o concerto, Going Under e Bring Me to Life, ambos do seu álbum de estreia “Fallen” de 2003.

As portas abriram às 16 horas, mas horas antes, já um vulto negro começava a formar-se à entrada. O público foi-se acumulando ao longo da noite, atingindo o seu auge, como seria de esperar, às 23.30 horas para o concerto dos Metallica.

Pode dizer-se que o festival arrancou com grande sucesso, que seria ultrapassado no dia seguinte.

Cumprimentos,

Shout

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Passado conhece o Futuro: The Asteroids Galaxy Tour


“We didn’t want to bore people with our private diaries. We wanted to make music with a truly filmic quality—songs that feature characters that aren’t necessarily us. Songs with bad guys, heroes, and lovers.”
Lars Iversen


The Asteroids Galaxy Tour: (da esquerda para a direita) vocalista Mette Lindberg
e produtor e compositor Lars Iversen
Projeto nascido em Copenhaga, The Asteroids Galaxy Tour é capaz de ser a uma das bandas da década com o nome mais apropriado. Neste novo post de Shout explicamos-lhe o porquê.
Mette Lindberg, uma verdadeira personagem dos anos 80, e Lars Iversen constituem esta banda dinamarquesa que mistura o pop alternativo com o psicadélico e o indie, contrapondo-se à maioria das bandas escandinavas suas contemporâneas adversos à música pop.

No entanto, apesar de Lindberg e o produtor Iversen constituírem o núcleo desta banda, são eles os primeiros a admitir que The Asteroids Galaxy Tour não são, nem nunca foram somente um duo, mas sim uma entidade coletiva de amigos, diferenciando-se um pouco do conceito tradicional de “banda”. Assim, aos dois já referidos, é necessário acrescentar Miloud Carl Sabri (trompetista), Sven Meinild (saxofonista), Mads Brinch Nielsen (guitarrista) e Rasmus Valldorf (baterista), que acompanham o duo nos seus espetáculos ao vivo.

Porque é que The Asteroids Galxy Tour é um nome tão apropriado para esta banda pop? A verdade é que esta banda, fortemente influenciada pelo pop psicadélico, como já aqui foi referido, consegue aliar de forma única as músicas puramente pop dos anos 80 a uma componente mais futurística. De facto, tanto as suas músicas como os seus vídeos relembram a visão que era projetada nos filmes de ficção científica dos anos 80, em que os carros voavam e as pessoas viviam em Marte. Até mesmo a própria qualidade dos vídeos projetam essa ideia. O resultado são músicas alegres que ficam no ouvido logo à “primeira vista”, para o que a voz única de Mette Lindberg também contribui.

Lindberg e Iversen já trabalham em conjunto há cerca de dez anos, mas apenas em 2007 fundaram The Asteroids Galaxy Tour, lançando o seu álbum de estreia “Fruit”, em 2009. Com certeza que conhece algumas músicas, quem não se recorda do anúncio da Heineken? (veja o seguinte vídeo).

Capa do novo álbum lançado em Janeiro
de 2012
O segundo álbum, “Out of Frequency” também já se encontra à venda desde Janeiro deste ano e não desilude os fãs, ao manter o mesmo registo alternativo do seu antecessor.

Terminamos deixando-os com o primeiro single, Heart Attack do mais recente álbum, “Out of Frequency”.
Após umas curtas férias regressamos, assim, com mais uma banda Shout.

Cumprimentos,
Shout

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O outro lado do Dr. House

Hugh Laurie, o homem dos sete ofícios

Ator, comediante, escritor, músico, realizador, Gregory House, Hugh Laurie no mundo real, é tudo isto com uma genialidade que só ele consegue alcançar.

Nascido em Oxford em 1959, James Hugh Calum Laurie descobriu a música com apenas seis anos de idade, quando aprendeu a tocar piano. A este instrumento sucedeu-lhe a guitarra, bateria, harmónica e saxofone.

A todos os fãs da premiada série Dr. House não é novidade nenhuma a veia musical de Laurie. De facto, em vários episódios esse seu lado foi explorado, além de outras participações musicais do ator em outros programas como A Bit of Fry and Laurie (veja o video seguinte, um sketch desta série protagonizada por Laurie e pelo seu bom amigo Stephen Fry) , Jeeves and Woster e na sua participação no famoso programa do sábado norte-americano Saturday Night Live, em Outubro de 2006. Além disto, Laurie é o vocalista e teclista da banda de caridade Band from TV e chegou mesmo a participar no álbum “Hang Cool Teddy Bear” dos Meat Loaf.

Finalmente em Maio de 2011 Hugh Laurie lançou o seu álbum de estreia “Let Them Talk”, que contou com a colaboração de grandes nomes da música como Tom Jones, Irma Thomas ou Dr. John.

“Let Them Talk” é um verdadeiro tributo a Nova Orleães, fortemente caracterizado pelos blues, mas com um toque de pop-rock.

Capa do álum "Let Them Talk"
Tal como o jornal britânico The Independent afirmou é quase sempre um erro quando um ator decide apostar na música (veja-se o exemplo de 30 Seconds to Mars), tal como quando uma estrela pop se decide pela representação (toma-se o caso de Madona), porém Laurie é uma das exceções à regra. Charme será sem dúvida a palavra mais adequada para caracterizar este novo projeto de Laurie que se apresenta como um grande álbum de blues.

Deixamo-los comprovar tal tese apresentando uma das faixas do álbum, Guess I’m a Fool.


Cumprimentos,

Shout

domingo, 22 de abril de 2012

Mason Jennings: o novo Bob Dylan


Mason Jennings

Nascido em 1975, em Honolulu, Havai, Mason Jennings desde cedo mergulhou no mundo da música, escrevendo as primeiras músicas com apenas 13 anos de idade. Após desistir da escola aos 16 anos, mudou-se para Minneapolis, Minnesota, onde lança o seu álbum de estreia em 1997, gravado na sala da sua casa alugada, tocando ele mesmo todos os instrumentos. A este álbum, intitulado de “Mason Jennings”, seguiram-se já vários outros, sempre com uma forte conotação religiosa e política, o que o fez sempre manter-se afastado das grandes gravadores, de forma a garantir a sua liberdade política.

“Oh Jesus I love you,
And I love Buddah too,
Ramakrishna, Guru Dev,
Tao Te Ching and Mohammed

Why do some people say
That there’s just one way
To love You, God, and come to you?
We are all a part of you”
I Love You and Buddah Too, “In the Ever” (2008)

Mason Jennings distingue-se de tantos outros por letras e melodias muito simples, mas simultaneamente viciantes e cativantes, algumas com algum humor impregnado, fortemente influenciados pelo pop-folk.
Atuação de Mason Jennings, Matt Costa e Jack Johnson
 Fã assumido de Bob Dylan, a influência deste no trabalho de Jennings é evidente. Da mesma forma, relembra artistas como Jack Johnson. De facto, desde 2008, que Jennings assinou contrato com a gravadora de Johnson, Bushfire Records, tendo igualmente já colaborado com o mesmo.
Em Setembro de 2011, Jennings lançou o seu mais recente álbum intitulado “Minnesota”, o qual se afasta um pouco dos seus antecessores, não se centrando tanto em temas relacionados com o amor, mas mais em, enquanto adulto, sobreviver neste mundo complexo que é o atual.
Capa do álbum "Minnesota"
"The album is called "Minnesota" because it's a
metaphor for an ever-changing landscape. More
than any place I've ever been, things change so
much here, even month-to-month. But even
as things change, Minnesota is where my home
is, where my center is."
                                                      
Mason Jennings 
Após escutar “Minnesota”, Shout tem o prazer de afirmar que é mais um grande trabalho deste músico autodidata, mantendo o seu registo folk. Há que destacar a faixa Wake Up que, apesar de tratar de temas complexos, associados à aceitação pessoal, não deixa de nos arrancar um sorriso da cara durante os primeiros versos.

“I drink a bottle everyday then step on the stage.
I first knew something was wrong when I was half my age.
One night while I was singing, I started to laugh, 
I couldn't stop laughing for a week and a half.


I'll never forget the girl in the first row, 
She said, "But it's not funny."
I said, "I know."”
Wake Up, “Minnesota” (2011)

Por último, deixamo-los com uma grande música do álbum “In the Ever”, de 2008, intitulado Your Man, uma das melhores músicas de Mason Jennings na opinião de Shout e que exemplifica perfeitamente o humor de Jennings.

Cumprimentos,
Shout